quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Estudo no livro de Neemias - capítulo 1


Este livro de Neemias é o que nos mostra o povo de Deus pela última vez no velho testamento, por isso sua grande importância para nós que vivemos os últimos dias da Igreja sobre a terra.

Malaquias foi contemporâneo de Neemias. O provável ano em que Esdras vai para
Jerusalém é 457a.C. Neemias tem seu tempo provável de 444 a 425 a.C. desta forma, apesar de ambos terem ido para Jerusalém com uma diferença de dez anos, é provável que tenham trabalhado juntos por algum tempo, como veremos no capítulo 8 de
Neemias em que Esdras lê o livro da lei.

Algo importante a se realçar neste livro é: Qual é a grande característica moral de
Neemias se não o senso do estado de ruína em que se encontrava o povo de Deus?
Neemias possuía profunda convicção acerca do pecado que os havia levado ao estado de cativeiro, conhecia bem os desígnios do Senhor, a glória que haviam perdido como único povo de Deus sobre a face da terra, agora, porém, em terrível estado de abandono. Em face de todo este quadro, Neemias se volta para o remanescente e para a restauração, ele sabia que corações arrependidos sempre podem contar com o favor de Deus. Sempre devemos compreender a extensão da ruína e a misericórdia e fidelidade de Deus, apesar da ruína.

Neemias1: 1a4 – Aqui, podemos ver a reação de Neemias frente às notícias que foram dadas acerca povo de Deus. Sabemos que a Igreja é, em nossos dias o povo de Deus sobre a terra. É fácil perceber que muitos acontecimentos assolam a Igreja em nossos dias, fazendo com que a casa de Deus esteja em grande opróbrio e a casa de oração mais pareça uma casa de diversão em países livres, da mesma forma, nos países onde há perseguição, nossos irmãos passam por grandes misérias e sofrimentos pela ausência de
recursos e diante disso qual deve ser nossa atitude? Será que, como Paulo, poderemos dizer:

- Saiba disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Porque haverá homens
amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos.....mais amigos dos prazeres do que amigos de Deus......Tu, porém, tens seguido a minha doutrina, modo de viver, intenção, fé, longanimidade, amor, paciência, perseguições e aflições tais quais me aconteceram em Antioquia, Icônio e Listra; Quantas perseguições sofri, mas o Senhor de todas me livrou; E também todos que piamente (com zelo religioso) querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições......tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que fostes inteirado, sabendo de quem o tens aprendido...Pregues a Palavra, instes (insista) a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina. Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina (o puro ensino da Bíblia); mas tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias paixões (desejos) e desviarão os ouvidos da Verdade, voltando às fábulas
(encenações, fantasias, criatividade humana e agitações ao invés do culto reverente a Deus). Mas tu, sê sóbrio (consciente) em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério. II Tim.3: 1a4,10a12,14. II Tim.4: 2a5.

Neemias1: 5a8 – “Deus que guarda a benignidade para com aqueles que o amam” . Esta é uma tremenda característica de nosso Deus. Vemos claramente que Neemias se inclui entre o povo, ele não diz que apenas o povo tinha pecado, ele diz nós temos pecado e esta deve ser a atitude de todos os crentes em relação à Igreja, somos um corpo e temos que zelar pela Igreja como um todo e orar uns pelos outros e, também, vigiar pelos
pecados que porventura estejam assolando a Igreja. Lv.26: 33- Neemias esta orando e citando a Deus as Palavras da Bíblia.

Neemias1: 9 – Dt.30:1a5 – A promessa feita aos obedientes.

Neemias1: 10e11 – “A oração de Teus servos que desejam temer o Teu nome”. Aqui podemos ver o entendimento e o valor que Neemias dava ao temos do Senhor; muito se tem argumentado que, a favor de uma suposta intimidade com Deus, nós o podemos
chamar de paizinho e podemos nos referir a Ele tratando-o de você ou de “cara lá de cima”, parece-me que isso apenas reflete um total desconhecimento da santidade e da grandeza de Deus e da referência devida a Ele. Muitos argumentam que o Senhor Jesus se dirigia ao Pai como Aba, ou seja, paizinho... talvez, este seja até um argumento válido, mas não impediu que, derramando gotas de sangue, em total desespero e angústia, o Senhor Jesus pedisse: “Pai, se possível afasta de mim este cálice” e, ainda assim, tivesse ouvido, do Pai, um definitivo não, porque Sua soberana justiça exigia a oferta. Sabemos que o Senhor Jesus não tinha pecado algum e Sua intimidade com o Pai era completa, ainda assim, aprendeu a obediência por aquilo que sofreu (Hb5: 8). Olhando para meu próprio coração, será que me encontro na condição de chamar o Pai de você, quando nem Jesus fez isso?

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